Carro Autônomo: Entendendo Essa Tecnologia


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O carro autônomo

O carro autônomo, também conhecidos pela sigla inglês AVs (Autonomous Vehicles) é um dos grandes vetores de pesquisa e desenvolvimento da atualidade. Além da mudança dos motores à combustão para motores elétricos, os principais meios de transporte tendem a migrar nos próximos anos para modelos com cada vez mais capacidade autônoma.

Já sentimos isso nos últimos lançamentos. Os mais recentes carros já possuem assistentes para estacionamento, freios automáticos, marcha automática e outras funcionalidades que liberam o motorista de antigas tarefas como condutor.

Mas qual a ciência por trás da autonomia total? Como um carro pode prescindir de um motorista e ainda ser eficiente e seguro? Vamos entender como a tecnologia dos carros autônomos funciona e como eles vão impactar a sua vida.

 

A ciência por trás do carro autônomo

O número de empresas que trabalham atualmente no desenvolvimento de AVs já ultrapassa a casa das dezenas. E um dado interessante. Alguns dos principais players desse mercado em ascensão jamais tiveram um carro nas ruas antes. São eles os gigantes da internet e dos eletrônicos Google e Apple.

As montadoras tradicionais também estão em plena corrida para dominar as tecnologias necessárias. O mesmo acontece com outras empresas de tecnologia emergentes, como o Uber. Todas elas trabalham arduamente em volta de três frentes principais. Em geral, são essas três tecnologias que fazem um carro ser autônomo:

  • Sensores e atuadores;
  • Conectividade;
  • Algoritmos de controle;

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Sensores

Os esensores e atuadores em sua maioria já estão à disposição dos mercados e já são amplamente empregados nos protótipos existentes. Como o Waymo, o AV do Google. Os sensores são responsáveis por escanear todo o ambiente ao redor do carro e prover os inputs necessários para a navegação, aceleração e frenagem corretas.

Radares, sensores ultrassônicos, câmeras e módulos de navegação inercial são alguns dos sensores mais importantes para dar percepção situacional a um veículo. Os atuadores consistem em sistemas de servomecanismo e motores elétricos responsáveis pelo sistema de direção, aceleração, frenagem, e qualquer ação que normalmente seria tomada pelo motorista.

 

Conectividade

A conectividade diz respeito ao acesso à informações sobre o clima, o tráfego de veículos, condições do asfalto local, comunicação com outros carros, infraestrutura nas rodovias e mapas.

Todas essas informações são usadas para otimizar o sistema de navegação e maximizar a dinâmica de frenagem e aceleração do carro. É também o calcanhar de aquiles das pesquisas atuais. A conectividade é o flanco pelo qual veículos com sistemas de segurança vulneráveis podem ser hackeados. Essa é uma das principais preocupações dos projetistas.

As tecnologias usadas para conectar os carros são variadas. Desde de redes Wifi, bluetooth, 4G, 5G até GPRS e GSM. Vários são os protocolos de comunicação usados para obter informações para o carro.

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Algoritmos de controle

A conectividade e os sensores provêem os inputs para o carro autônomo, mas para tomar as decisões corretas e acionar os atuadores na medida certa, é preciso um software que processe a base de informações e produza uma saída como resultado. Esses softwares são os algoritmos de controle. São responsáveis por processar toda a base de dados que os sensores e a conectividade captam e acionar os atuadores de forma automática e na medida correta.

Agora, um carro desse tipo. Quais as diferenças ele traz de fato para a sua vida prática? Pule para a próxima seção para saber.

 Como eles vão impactar na sua vida:

Vamos falar um pouco sobre os principais impactos do carro autônomo na sua vida. O que muda na cidade, no dia a dia do motorista?

 

Acidentes de carro?

Uma pesquisa da NHTSA – National Highway and Traffic Administration, órgão responsável pela segurança nas estradas dos EUA, indicou que mais de 90% dos acidentes de carro são causados por erros humanos.

Esse é um dos principais argumentos dos defensores dos carros autônomos. Mais do que comodidade, os veículos autônomos irão causar muito menos acidentes do que os humanos, uma vez que toda a direção será feita segundo as regras de trânsito previamente definidas via software. Ou seja, o motorista não terá mais a opção de “fazer errado”, pois a decisão será do algoritmo de controle, e não dele.

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 Vamos continuar comprando carros?

Uma outra tendência é a mudança do mercado para um modelo de uso compartilhado dos carros. Se você não dirige o carro o que você vai fazer com ele além de lavar e ter que fazer reparos? O modelo de uso compartilhado (tipo plano de usuário, como os celulares hoje) tende a ganhar força, embora não extinga o atual esquema de posse dos veículos.

 

O trânsito será pior ou melhor?

Imagine um trânsito majoritariamente com carros autônomos. Todos veículos conversando entre si por meio de protocolos de comunicação e acessando dados de clima, localização e mapas, e o mais importante, freando e acelerando de acordo com a dinâmica ótima que o algoritmo de controle provê.

A tendência é que o trânsito flua melhor com carros autônomos, pois os mesmos, além de respeitarem as regras, se comunicam entre si e acessam toda uma rede de dados compartilhada que ajuda na direção.

 

Como serão os seguros de carros autônomos?

Seguros ainda existirão, mas serão bem mais específicos e bem provavelmente se especializarão em determinados tipos de carros, segundo o grau de autonomia.

 

Quem serão os grandes fabricantes: Gigantes da internet ou as atuais montadoras?

Uma novidade no mercado será a presença de empresas como Google e Apple nas concessionárias de carro. O número de fabricantes tende a aumentar e a transbordar dos gigantes tradicionais que dominaram o século XX para as startups dos anos 2000 (Uber, Facebook, Google, etc) e empresas de tecnologia (Apple).

O que é ótimo para a concorrência e para impulsionar ainda mais a disseminação tecnológica.

 

E para os pedestres, será melhor ou pior?

Será muito melhor! Pedestres e ciclistas terão muito mais segurança. Os softwares embarcados trabalham com rígidos padrões de segurança e seguem as regras de trânsito. Os carros já não serão guiados pelos motoristas hostis aos quais você já se acostumou, mas sim por algoritmos detalhadamente programados para seguir as regras e otimizar a segurança de todos.

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 Conclusão

O carro autônomo é sinônimo de três tecnologias base: sensores, conectividade e algoritmos de controle avançados. Esses três itens, já com uma razoável maturidade tecnológica, irão revolucionar o sistema de transportes que conhecemos hoje.

O Google trabalha com a data de 2020 para que seu AV esteja comercialmente disponível. Aspectos regulatórios e de infraestrutura certamente irão arrefecer a popularização desses novos equipamentos. Mais espera-se que a partir de 2030 o mercado já esteja totalmente reformulado e com vários modelos à disposição dos consumidores.

E você, compraria um carro autônomo ou prefere ter o controle do volante?  Você pode ser o único motorista na estrada um dia, já pensou nisso?!

 

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O carro autônomo, também conhecidos pela sigla inglês AVs (Autonomous Vehicles) é um dos grandes vetores de pesquisa e desenvolvimento da atualidade. Além da mudança dos motores à combustão para motores elétricos, os principais meios de transporte tendem a migrar nos próximos anos para modelos com cada vez mais capacidade autônoma.
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Oswaldo Bayard

Oswaldo Bayard

Engineer, with many years of road. Married to Val Cristina, Adriane, Bruno and little Christian's father, all Bayard. Passionate about new technologies, and their practical applications. Fluminense (brazilian soccer team) and Houston Texans fan. Life lover...

Website: https://www.tekideia.com/en

2 Comentários

    • Concordo caro Berbert, na minha opinião é um conceito que tem tudo para ser vencedor. Vai aumentar a segurança e quebrar paradigmas, alterando inclusive o conceito de “propriedade” de um veículo, transformando-o num “direito de uso”, como os planos dos celulares hoje em dia.

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