Nanopartículas Enganam Seu Corpo Para Permitir Transplantes De Órgãos


transplantes de órgãos

Seu Corpo Não Pode Rejeitar o que Não Detecta

Os transplantes de órgãos são freqüentemente salva vidas, mas eles continuam a ser uma aposta quando seu corpo pode rejeitar o órgão novamente após a cirurgia inicial.

Usando nanopartículas, os pesquisadores de Yale descobriram uma solução inteligente para isso: evite que seu corpo perceba o órgão, até ele se instalar plenamente.

Eles desenvolveram um sistema de administração de drogas que usa nanopartículas para fornecer lentamente o RNA de interferência pequena (siRNA). Com esse sistema, impedem que as células brancas do sangue do seu corpo ataquem o órgão como uma presença estranha.

Em vez de durar apenas dias, o siRNA dura até 6 semanas. Isso não eliminará necessariamente a resposta de rejeição. Espera-se porém, que deva ser muito mais fácil controlá-la no período inicial, logo após o transplante.

Os problemas na área dos transplantes de órgãos

Cerca de 25 000 transplantes de órgãos são realizados nos EUA a cada ano. Apesar dos avanços significativos no campo, a rejeição de órgãos a curto e longo prazo ainda representa um risco (as taxas de rejeição variam de acordo com o tipo de órgão). O risco de rejeição é ainda maior quando o doador é falecido, devido aos danos nos órgãos.

As células T, são os glóbulos brancos que identificam e atacam corpos estranhos. Elas são um dos principais culpados por rejeição de órgãos.

Os mais potentes destes, conhecidos como células T de memória efetora, são ativados por um grupo de proteínas. Essas proteinas são conhecidas como antígenos de leucócitos humanos (HLAs). Elas se localizam na superfície de células endoteliais que revestem os vasos sanguíneos do órgão doado.

Os pesquisadores podem silenciar as proteínas com um pequeno ARN de interferência (siRNA). Ele é um ARN de cadeia dupla que dificulta a expressão de genes direcionados. Quando entregues convencionalmente, no entanto, os efeitos do siRNA duram apenas alguns dias.

Um órgão transplantado de um doador falecido normalmente precisa de semanas para “curar” e reduzir o risco de rejeição. O siRNA também pode causar efeitos colaterais em células endoteliais de outros órgãos, que não precisam de tratamento, quando administrados a todo o corpo.

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A nanotecnologia à serviço dos transplantes

Para dar ao siRNA mais poder de permanência, os pesquisadores desenvolveram um novo sistema de administração de fármacos. Nesse sistema as nanopartículas à base de polímero carregam o siRNA no local do enxerto e liberam lentamente a droga. Eles também desenvolveram métodos para introduzir as nanopartículas no órgão doador antes de serem transplantadas. Com essa estratégia somente o órgão será tratado, não o corpo inteiro. Os resultados de seus trabalhos são publicados na revista Nature Communications.

As partículas – feitas em Yale, no laboratório de Mark Saltzman, professor da Fundação Goizueta, de Engenharia Química e Biomédica – podem ser ajustadas para propriedades específicas.

Saltzman, que também é membro do Yale Cancer Center, disse que essas nanopartículas foram projetadas para ter uma ligeira carga positiva para interagir com a carga negativa do ácido nucleico do siARN. Essa afinidade entre os dois materiais torna a partícula um veículo natural para a droga. Ao contrário das nanopartículas comercialmente disponíveis, que podem conter apenas uma quantidade limitada da droga.

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A estratégia por trás dessa tecnologia

Para o estudo, os pesquisadores trataram parte da artéria humana – alguns milímetros de diâmetro – com as nanopartículas carregadas com siRNA. Eles então transplantaram-na para a aorta abdominal de um rato imune-deficiente inoculado com células T humanas.

Os pesquisadores descobriram que as nanopartículas ainda estavam presentes no tecido doado, e diminuíram significativamente a expressão das proteínas até seis semanas após o transplante. Além disso, não houve danos nas células endoteliais de órgãos não direcionados.

As primeiras semanas após o transplante são críticas, especialmente quando o doador de órgãos é falecido. É o que disse Jordan Pober, no Bayer Professor de Medicina Translacional e professor de imunobiologia, patologia e dermatologia em Yale.

“Se atrasarmos o início da resposta, à rejeição deve ser mais suave e mais facilmente controlada e levar a uma rejeição meno tardiamente”, disse Pober, co-autor do estudo e também diretor do programa de Imunologia Humana e Translacional de Yale.

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Definindo a prioridade nesse momento

Concentrando-se nos transplantes de rim (de longe o tipo mais comum de transplantes de órgãos realizado), Saltzman e Pober estão buscando aplicar o sistema de entrega a um processo conhecido como perfusão normotérmica da máquina ex vivo.

Desenvolvido para rins por colegas na Universidade de Cambridge, o processo envolve o bombeamento de glóbulos vermelhos quentes e oxigenados. Esses glóbulos passam através de um órgão removido de um doador falecido para reparar qualquer dano ao órgão antes de implantá-lo no destinatário.

Os pesquisadores de Yale planejam adicionar as nanopartículas aos glóbulos vermelhos. Dessa forma, podem fornecer entrega controlada do siRNA às células endoteliais do rim.

Dessa forma pretendem atender o mais rapidamente possível uma maior quantidade de beneficiados. Além disso validam o método, para aplicação em outros tipos de transplante.

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Nanoparticles trick body into accepting organ transplants

 

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Os transplantes de órgãos são freqüentemente salva vidas, mas eles continuam a ser uma aposta quando seu corpo pode rejeitar o órgão novamente após a cirurgia inicial. Usando nanopartículas, os pesquisadores de Yale descobriram uma solução inteligente para isso: evite que seu corpo perceba o órgão, até ele se instalar plenamente.
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Oswaldo Bayard

Oswaldo Bayard

Engineer, with many years of road. Married to Val Cristina, Adriane, Bruno and little Christian's father, all Bayard. Passionate about new technologies, and their practical applications. Fluminense (brazilian soccer team) and Houston Texans fan. Life lover...

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